Clima de Santa Catarina nos últimos meses influencia queimadas e estiagem

Dados da Defesa Civil de Santa Catarina apontam para o risco de agravamento da estiagem no Estado

Isabella Cremer

As queimadas no Pantanal são uma das grandes pautas discutidas na mídia e pelos ambientalistas em 2020 pela sua magnitude e pelos impactos causados em todas as regiões do país. Em Santa Catarina os índices de incêndios em vegetação também aumentaram, em uma proporção de 257% mais registros entre janeiro e setembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2019. 

Os dados do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina divulgados pelo portal de notícias ND+ revelam que os registros de incêndio no Estado passaram de 1.548 ocorrências registradas em 2019 para 5.523 em 2020 – na comparação do período entre janeiro e setembro de cada ano.

Entre as principais causas desses incêndios florestais estão a ação humana, seja ela direta ou indireta. Exemplos de ocorrências desta natureza são a queima de rejeitos para a limpeza de terrenos e o descarte indevido de bitucas de cigarro e de vidro, que podem iniciar chamas em vegetação seca. 

Além disso, a estiagem registrada no ano 2020 no Estado também tem influência nesses números. Nos meses de agosto e setembro as médias de precipitações foram abaixo da média e aconteceram de forma irregular, o que agravou a estiagem e colocou a Defesa Civil em alerta. 

De forma a orientar a população neste período, as recomendações da Defesa Civil são de que terrenos sejam limpos regularmente, evitando o acúmulo de lixo, folhas secas e móveis, além de não queimar lixo, evitar soltar foguetes perto de vegetações e não descartar bitucas de cigarro e vidro de forma inadequada. 

Impactos das queimadas

Um dos impactos mais visíveis das queimadas é em relação à perda da cobertura vegetal. No caso da Mata Atlântica, essa perda pode demorar muito para ser recuperada já que a vegetação não é adaptada a essas condições. Em regiões de encosta de morros, essa perda da cobertura vegetal pode aumentar ainda mais os riscos de deslizamentos de terra, muito comuns em diversas regiões de Santa Catarina. 

Outro impacto negativo das queimadas está relacionado com a qualidade do ar e a quantidade de chuvas. No mês de setembro moradores das regiões Oeste, Meio Oeste e Planalto Norte do Estado tiveram chuvas com coloração alterada pelas queimadas do Pantanal.

Pessoas que armazenam água da chuva em cisternas foram orientadas pela Defesa Civil a testarem a propriedade da água antes do seu uso em plantações ou para o consumo de pessoas e animais. Isso porque o líquido com coloração diferente pode conter compostos tóxicos, gases e partículas das queimadas. 

Previsões para a primavera 

A previsão meteorológica da Defesa Civil de Santa Catarina para os meses de outubro, novembro e dezembro é de precipitações normal ou abaixo da média climatológica. Além disso, as chuvas esperadas para estes meses devem ser irregulares e mal distribuídas pelo território catarinense. 

Em relação ao Índice Hidrológico, que mede a água armazenada no solo, há a tendência de agravamento das condições atuais, o que pode trazer a possibilidade de agravamento da estiagem. De acordo com as previsões da Defesa Civil, apenas em janeiro ou fevereiro essa realidade deve melhorar.

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