Atleta catarinense é destaque no vôlei de praia brasileiro e sul-americano

Samuel Bello, mais conhecido como Samuka, conquistou o Campeonato Sul-americano Sub-19 na modalidade e almeja outros títulos pelo Brasil

O atleta catarinense “Samuka”, Samuel Giacomo Oselane Bello, 19 anos, deu mais um passo em direção ao sonho de marcar seu nome na história do voleibol de praia brasileiro. Junto com o parceiro Nicolas Schosler, Samuka se consagrou campeão sul-americano sub-19 na modalidade esportiva. 

Samuel e Nicolas nas qualificatórias Circuito Brasileiro Open. Crédito da foto: Arquivo pessoal Samuel Bello/Divulgação/Nosso TAL

Samuka é natural de Faxinal do Guedes, no Oeste catarinense, mas desde cedo o atleta morou, com a família, em cidades do Litoral do Estado. Em 2014 ele começou a treinar vôlei de praia em Itapema.

Como faltam campeonatos para as categorias de base no vôlei de praia no país, Samuka resolveu jogar por Brusque nas quadras. Na cidade dos tecidos, o atleta conquistou diversos títulos, como o Campeonato Estadual em 2017, a Olimpíada Estudantil Catarinense em 2018, entre outros. Nesta fase, Samuka foi convocado para jogar pela seleção catarinense em 2016.

Mesmo com um ótimo histórico jogando por Brusque, a paixão pelo vôlei de praia falou mais alto. No final do ano de 2018, Samuka deixou as quadras de lado e passou a treinar somente na areia.

Nesta retomada da carreira nas areias, o atleta catarinense formou dupla com Luciano Euller. Juntos, eles conquistaram o título estadual dos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc) em 2019. 

Os primeiros passos da dupla

Depois do início vitorioso com Luciano Eller, Samuka foi convocado para um período de testes na Seleção Brasileira de Vôlei de Praia em 2019. No mesmo ano, o atleta catarinense formou dupla com Nicolas Schosler. Os jogadores se conheciam por terem disputado diversos campeonatos, um disputando contra o outro.

Nestes encontros, Samuka e Nicolas começaram a conversar, inicialmente de forma despretensiosa, para formarem uma dupla e disputarem o Campeonato Brasileiro Interclubes Sub-19. Juntos, os atletas jogaram e conquistaram o ouro na primeira etapa do campeonato. Segundo Samuka, naquele momento eles perceberam que tinham sintonia.

Depois dessa estreia juntos, Samuka e Nicolas deram passos largos na carreira. Em 2020, eles se classificaram para o torneio principal do Circuito Brasileiro Open. Durante a competição, Samuka enfrentou um dos seus ídolos, Alison Mamute, campeão olímpico da modalidade em 2016.

Samuel contra Alison. Crédito da foto: Arquivo pessoal Samuel Bello/Divulgação/Nosso TAL

Além de Alison, Samuka menciona como inspiração os jogadores Ricardo Alex Santos, também medalhista olímpico, e Sérgio Dutra Santos, conhecido como “Escadinha”.

“Muitas vezes a gente só consegue ver o final do percurso, a medalha de ouro. Tu vê o cara sendo campeão mundial, mas tu não vê tudo o que ele passou para chegar lá e tu não faz nem ideia das dificuldades e angústias”.

Samuel Bello, o Samuka

Com o agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil, os campeonatos foram paralisados, mas os treinos continuaram. Em maio de 2021, com outro parceiro, Lucas Antônio, Samuka foi vice-campeão brasileiro Sub-21. A dupla encerrou o campeonato com seis vitórias e apenas uma derrota (apenas na final).

Um mês depois, em junho, a dupla começou a treinar para a seletiva que iria definir a dupla que vai representar o Brasil no Campeonato Mundial Sub-19, na Tailândia, e no Sul-americano Sub-19, na Bolívia. O mundial estava marcado para setembro, mas a pandemia do novo coronavírus obrigou a Federação Internacional de Voleibol (FIVB) a remarcar o campeonato para o início de dezembro.

Conquistas internacionais

A alegria da convocação para o Mundial e para o Sul-americano veio em julho. Samuka e Nicolas foram selecionados para representar o país nas competições internacionais. As disputas da seletiva marcaram a carreira do catarinense. Essa foi a primeira vez que ele disputou um campeonato internacional.

“Nunca tinha disputado um campeonato internacional, nem nas quadras. Foi uma experiência incrível pelo fato de poder representar o Brasil, usar o uniforme da Seleção e saber que você tá representando um país inteiro e todos os atletas do vôlei de praia da sua categoria”, comenta Samuka.

Apenas o fato de participar da competição foi uma conquista para ele. 

“Só de estar lá já foi uma felicidade imensa. A gente trabalha e treina pra chegar nesse momento e sonha muito com isso. Dou muito valor pelo fato só de ter participado”.

Samuel Bello, o Samuka

Pelo fato do Brasil ter o histórico de estar sempre entre os melhores times e duplas do mundo, Samuka e Nicolas carregavam uma pressão importante durante a disputa. A final da seletiva foi contra a dupla chilena que já tinha uma longa trajetória no vôlei internacional, disputando campeonatos sub-21 e sub-23.

“Fizemos a final contra o Chile. Era uma dupla que já tinha experiência internacional e conquistas sul-americanas. Nós tínhamos a pressão para ser campeão, pelo histórico do Brasil nestas competições, e estávamos jogando contra o favoritismo deles”, explica Samuka.

Após um jogo disputado, os brasileiros venceram por dois sets a um (20/22, 21/15 e 15/12). “Passou um filme pela cabeça… todos os momentos até chegar lá. Foi incrível. Acho que foi a experiência mais marcante do vôlei na minha vida”, contou.

Foco nas próximas competições

Agora, Samuka e Nicolas se preparam para os próximos campeonatos. Em novembro, será disputada a segunda etapa do Campeonato Brasileiro Sub-21 em Itapema. “(Vou) Jogar com uma ‘pressãozinha’ diferente, jogar em casa, com a família torcendo”, projeta o atleta catarinense.

Além do circuito brasileiro, os atletas aguardam o tão sonhado Campeonato Mundial na Tailândia, que vai acontecer entre os dias 4 e 8 de dezembro. A expectativa é que, durante a competição, eles joguem contra as melhores seleções do mundo. No total, serão mais de 32 duplas em busca da medalha de ouro.

Veja fotos da trajetória da dupla de vôlei de praia nos campeonatos

Crédito das fotos: Arquivo pessoal Samuel Bello/Divulgação/Nosso TAL

Repórter: Gabriel Minel.
Editora: Joyce Moser.

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