Conheça ações que incentivam a atuação de mulheres na área de TI

Algumas iniciativas buscam ampliar a participação de mulheres no mercado no qual elas ainda são a minoria

Natiele de Oliveira

Apesar das mulheres usarem aplicativos e redes sociais diariamente, elas participam pouco da produção dessas tecnologias. O público feminino, historicamente, foi desestimulado a seguir se aperfeiçoando em áreas que envolvam ciência e tecnologia. Um dos efeitos desta realidade é que a maioria dos alunos nos cursos de TI é composto por homens. 

Segundo um estudo da ONU Mulheres de 2018, apenas 17% dos programadores no mundo são do sexo feminino. Ou seja, apesar do índice de mulheres no mercado de trabalho crescer a cada ano, o crescimento delas na área da tecnologia avança com passos mais lentos.  

Luciana Kohler, coordenadora do projeto Meninas Digitais da Universidade Regional de Blumenau (FURB), afirma que a importância de ter mulheres nesse mercado é justamente tornar a tecnologia mais heterogênea. “Quando se tem homens e mulheres pensando no mesmo sistema, eles conseguem pensar para todos os tipos de público, o que resulta em um projeto melhor”, declara.

O projeto Meninas Digitais busca fazer a diferença nas escolas


O projeto Meninas Digitais visa despertar o interesse de meninas em idade escolar para a área de tecnologia apresentando noções básicas de programação. Segundo a coordenadora desta iniciativa, as mulheres são minoria nas salas de aula de TI, o que afeta diretamente no ambiente de trabalho. 

Mas de acordo com Luciana, essa realidade não pode desanimar quem busca por uma maior inclusão das mulheres no mercado de TI. “Nós temos vários grupos em universidades que estão aí para diminuir essa desigualdade. E sim, acredito que a tecnologia vem mudando para as mulheres. É isso que esperamos com esses projetos, que surtem efeito”, enfatiza.  

A coordenadora do Meninas Digitais diz que é preciso ter força para entrar nesse ambiente ainda majoritariamente masculino. Porém, ela afirma que todas conseguem, assim como ela. “As mulheres não devem dar ouvidos quando alguém diz que mulher não tem lugar na TI, porque tem sim. Se for algo que você queira, lute com todas as forças”, aconselha. 

As mulheres no setor de TI no Brasil e em SC


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 20% das pessoas que atuam na área de TI são mulheres. “As empresas querem mulheres, só que não encontram (pessoas do sexo feminino) com qualificação. Justamente porque tem poucas meninas que entram em cursos de tecnologia. Por exemplo, em uma sala tem 30 homens e apenas 2 meninas. Ou seja, é claro que acaba tendo menos qualificação feminina no mercado de trabalho. Tem várias empresas que estão abrindo vagas específicas para mulheres, não como uma forma de discriminação, mas como uma forma de igualar o time”, explica Luciana. 

Além do programa Meninas Digitais, existem outros que promovem a atuação das mulheres na área de TI. Entre outros exemplos, em Santa Catarina existe a iniciativa Mulheres ACATE. Criado em abril de 2018, este projeto tem o propósito de fortalecer o protagonismo feminino no universo tech e, assim, transformar a cultura empreendedora, impactando o ecossistema e tornando-o mais igualitário e justo. 

Assim, este programa, que faz parte da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), tem o propósito de aumentar o número de mulheres no setor da tecnologia, assim como de líderes mulheres em empresas tecnológicas, de empreendedoras nesta área e de fortalecer as que já são líderes, ajudando a construir o futuro da tecnologia em Santa Catarina. 

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