40% dos adultos brasileiros são sedentários, aponta pesquisa do IBGE

Entre os idosos, o sedentarismo é ainda maior: 59,7% não se exercita o suficiente no país

Giulia Machado

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 40,3% da população adulta, ou seja, acima de 18 anos de idade, não se exercita o suficiente, sendo considerada sedentária. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita consultando a população em 108 mil domicílios, realizada em 2019 e divulgada no dia 18 de novembro de 2020. 

O número representa um sinal de alerta, já que o sedentarismo traz mais malefícios que apenas a questão estética, que costuma ser a única lembrada pela maioria da população. De acordo com o blog Plano de Saúde, o sedentarismo pode contribuir para o surgimento de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes tipo 2, obesidade, ansiedade e pode acarretar em ataque cardíaco e raciocínio lento.

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A Mestra em Ciência do Movimento Humano, Ana Cláudia Hopf, explica que existe diferença entre atividade e exercício físico. A atividade física é todo movimento feito com o corpo, o que inclui atividade doméstica ou caminhada até o trabalho, que são consideradas as atividades do dia a dia. O exercício físico é uma atividade planejada e estruturada que tem o objetivo de melhorar ou manter a aptidão física.

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Segundo a pesquisa do IBGE, a faixa etária que mais pratica exercícios físicos é a de 18 a 24 anos de idade, que apresenta sedentarismo de 32,8%. Os idosos estão entre os menos ativos, com índice de 59,7% de sedentarismo. 

Entre os que praticam a quantidade recomendada de exercícios físicos, a média brasileira é de 30,1%. Os números mostram que a prática de exercícios entre os brasileiros aumentou desde 2013, quando a mesma pesquisa mostrou 22,7% da população como sendo praticante.

Exercícios em casa durante a pandemia


Devido à pandemia de COVID-19, muitas pessoas alteraram seus hábitos de exercícios físicos e começaram a se exercitar em casa. Ana Cláudia destaca que a prática regular desses exercícios está relacionada a uma melhora na função imunológica no ser humano, o que pode contribuir para a defesa do organismo contra agentes infecciosos.

Mas a especialista ressalta que “os benefícios ocorrem desde que a quantidade e o volume sejam ajustados para cada caso. Para isso é necessária a orientação de um profissional”.

Ana Cláudia ressalta, ainda, a importância de uma avaliação prévia, feita por profissionais antes de designar exercícios às pessoas. “Essa avaliação vai mostrar todo o histórico de exercício físico, de lesões que o indivíduo teve anteriormente e é crucial para que se tenha uma prescrição direcionada para esse indivíduo”, explica.

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