Entenda de que forma a tecnologia assistiva atua na educação

Descubra como essa prática pode ajudar na inclusão das pessoas com deficiência nas instituições de ensino

Natiele de Oliveira

Tornar a vida das pessoas com deficiência mais independente é um dos objetivos da tecnologia assistiva. O nome desta tecnologia, pouco conhecido ainda, mas que tem uma grande importância para o público ao qual está dirigido e para a educação em geral, vêm sendo cada vez mais conhecido. O termo está relacionado ao conjunto de recursos e serviços que visam melhorar as habilidades funcionais dos deficientes. 

Você já deve ter ouvido falar de ajudas técnicas, tecnologia de apoio e adaptações de sistemas. Pois bem, tudo isso são formas pelas quais as pessoas costumam se referir à tecnologia assistiva. Apesar de receberem tantos nomes, todos esses termos cumprem o mesmo papel e atuam em diferentes áreas, mas com papel fundamental na educação. Com a ajuda dessa tecnologia, é possível promover um ensino de qualidade que tem, como base, a busca de maneiras de colocar o aluno como o foco do aprendizado.

Conheça mais sobre os diferentes tipos de deficiência 


Quando falamos de pessoas com deficiência, neste universo estão incluídos os diversos tipos de deficiência, seja na parte motora, mental, física ou intelectual. O cenário ideal na educação é que os recursos de uma escola sejam capazes de suprir as necessidades de cada uma dessas deficiências. 

Segundo a professora Dr. Valéria Ilsa Rosa, a coordenação da escola ou curso, juntamente com o professor de cada turma na qual o aluno com deficiência está matriculado, devem constatar de qual deficiência se trata para procurar ajuda de setores específicos. “Com auxílio dos pais, eles devem buscar maneiras de incluir este aluno na sala de aula, utilizando estratégias para que todos os alunos participem juntos”, explica Valéria. 
 
Devido ao alto número de crianças e de jovens com algum tipo de deficiência no Brasil, foi criada uma lei que busca incentivar a inserção e o acolhimento dessas pessoas em idade escolar em sala de aula e nas instituições de ensino. A Lei da Inclusão da Pessoa Deficiente descreve a importância das crianças, de todas as crianças, terem acesso a uma educação gratuita e de qualidade. 

A atuação da tecnologia assistiva em Blumenau


Atualmente, mesmo com dificuldades de recursos, algumas instituições de ensino de Blumenau estão equipadas com recursos para conseguir prestar um suporte melhor aos alunos que apresentam algum tipo de deficiência. 

Segunda Valéria, este tipo de tecnologia já faz parte do dia a dia de algumas escolas de Blumenau. “As que eu conheço conseguem este tipo de material por meio de processo licitatório com auxílio do Estado e do Governo Federal, através de projetos de professores ou de doações”, explica.

Como a tecnologia assistiva funciona na prática 


Os recursos da tecnologia assistiva compreendem qualquer equipamento que ajude a aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. São exemplos destes recursos brinquedos e roupas adaptadas; computadores e softwares especiais que contemplam questões de acessibilidade; dispositivos para adequação da postura sentada, entre outros.

“Uma das vantagens é que muitos desses alunos nasceram em uma era tecnológica e mexem em celular e/ou tablets e têm ‘intimidade’ com esse tipo de recursos. Além disso, alguns alunos ficam mais atentos quando as tarefas que vão executar envolvem o uso de tecnologias”, observa Valéria.

Já os serviços voltados para este público auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos. Ou seja, com isso, eles podem atuar nas avaliações, na experimentação e no treinamento de novos equipamentos. 

Exemplos de tecnologia assistiva


Métodos e ferramentas criados para auxiliar o portador de deficiência durante todo o tempo em que ele estiver em uma escola fazem parte da tecnologia assistiva. Existem algumas maneiras de proporciona a inclusão de pessoas com deficiência nas instituições de ensino. 

Entre outros recursos, podem ser utilizadas cartilhas e jogos em braile para cegos; intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) para surdos; rampas e banheiro especial para tetraplégicos ou computadores acessíveis para deficientes.

Há também uma série de aplicativos gratuitos que facilitam a inclusão desses alunos. Entre outras opções utilizadas pelos professores, existe o ABC Autismo, que tem como objetivo auxiliar no processo de aprendizagem de crianças autistas por meio de atividades divertidas. 

“Hoje os próprios celulares e tablets têm aplicativos específicos que se transformam em tecnologia assistiva e podem auxiliar processos, o desenvolvimento e a evolução da criança ou da pessoa com deficiência”, explica Valéria.

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