Banda blumenauense divulga cultura da música anos 80 nas redes sociais

Com leitura histórica e político-social, banda Corvette 68 divulga seu trabalho no Instagram e no YouTube

Marco Aurélio Júnior

As redes sociais são, cada vez mais, um espaço para divulgação de projetos artísticos-culturais, históricos e sociais. Um exemplo disso é o Instagram da banda Corvette 68, de Blumenau.

Fundada em 2009 por quatro acadêmicos do curso de Música da FURB, a Corvette 68 é uma banda de rock que conta com um repertório de músicas nacionais anos 80 e composições autorais. A atual formação da banda conta com Paulo Germano (violão e voz), Jonas Morsch (acordeon) e Nathan Couto (cajon).

“A leitura político-social é um dos pilares centrais da banda. Desde a escolha do repertório até as referências históricas, o critério que baliza a Corvette 68 é o combate à exploração e todas as formas de opressão que regem nosso sistema”, explica o vocalista Paulo Germano.

Pesquisa e divulgação histórico-cultural da música nas redes sociais

A proposta de pesquisa e divulgação nas redes sociais consolida a banda como referência em Blumenau e região. Atualmente, a Corvette 68 utiliza como base do trabalho os instrumentos violão, cajon e acordeon para buscar imprimir um toque genuinamente sulista às músicas com as quais a banda trabalha. Essa característica diferencia o projeto da banda, que se considera única na região com esta característica no cenário do rock.

Vídeos interpretando sucessos do rock nacional anos 80 em versão acústica, acompanhados de um texto contando alguma história sobre as bandas e as músicas que fazem parte do reportório da Corvette 68 são o carro-chefe do perfil @bandacorvette68. Além destes vídeos, a banda utiliza o Instagram para divulgar as apresentações do grupo.

Papel social das músicas é uma questão relevante para a banda


Em seus shows, a banda blumenauense destaca, além da divulgação cultural de seu trabalho, o papel das músicas na sociedade. Este é um dos pilares centrais da Corvette 68. Um exemplo deste diferencial é revelado pelo vocalista Paulo Germano, que explica o que aconteceu quando, em uma apresentação do grupo, alguém do público pediu que a banda tocasse uma música que não cabe mais nos dias atuais: “Certa vez, durante um show, alguém pediu pra tocar Rock das Aranha, do Raul Seixas. Além de não tocar, expliquei que não o faríamos por conta do conteúdo homofóbico da letra. Fomos aplaudidos”.

Dentre as bandas e músicas que tiveram suas histórias contadas pela Corvette 68 no Instagram da banda estão: Capital Inicial, com a música “Fátima”; Barão Vermelho, com a música “Bete Balanço”; e Nenhum de Nós, com a música “Astronauta de Mármore”.

“Estamos escrevendo a história e faremos o melhor que pudermos”, afirma Paulo Germano. Para acompanhar a banda, basta seguir o perfil @bandacorvette68 no Instagram.

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