Entenda como funcionam as Empresas Júniores

Dentro da Universidade, além das opções de ensino, pesquisa e extensão, os estudantes também podem abrir suas próprias empresas

Giulia Machado

O ambiente acadêmico é reconhecido por todas as oportunidades que pode oferecer. Apesar disso, uma possibilidade muitas vezes esquecida nas Universidades é a de abrir o próprio negócio – ou fazer parte de um. Os dados refletem essa situação: No ranking de Universidades Empreendedoras de 2019, promovido pela Confederação Brasileira de Empresas Júniores, a Brasil Júnior, apenas duas Universidades brasileiras ganharam nota acima de seis, em uma escala de zero à dez.

A Empresas Júniores (EJs) podem prestar serviço, desenvolver projetos e consultorias à outras empresas, desde que dentro da área do curso ao qual foi vinculada. Embora seja usado o termo “empresa”, na verdade essa é uma entidade que não visa lucro, e sim a capacitação dos estudantes de graduação para o mercado de trabalho, que muitas vezes se distancia da sala de aula. Os lucros obtidos são reinvestidos em capacitações, treinamentos ou equipamentos para a melhoria das atividades, e os “funcionários” não possuem vínculo empregatício, são voluntários.

> Veja também: Como os espaços de coworking se adaptaram na pandemia

Em 2016 foi sancionada no Brasil a lei que disciplinou a criação e organização dessas associações. A legislação brasileira passou então a estabelecer o que define uma Empresa Júnior, e quais são suas obrigações e direitos. 

Como participar

Para participar de uma EJ, é necessário passar por um processo seletivo, que geralmente é constituído por uma prova de conhecimentos gerais, entrevista ou dinâmica em grupo.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), para abrir sua própria iniciativa, é necessário fazer um documento que contenha o projeto, o plano de negócio, os membros da equipe, crédito financeiro e o que se espera da instituição de ensino. Para iniciar o projeto, é necessário capital e investimento financeiro, o que pode ser obtido através de doações de outras instituições.

A Federação das Empresas Júniores de Santa Catarina (Fejesc), regulamenta essas iniciativas no estado, e atualmente possui mais de 50 Empresas Júniores cadastradas. Você pode enviar seu projeto clicando aqui.

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