Serviço Família Acolhedora chega a Pomerode

De forma colaborativa, o serviço que tem como objetivo ajudar a criança a se desenvolver conhecer um contexto de relação familiar, está sendo estruturado

Paôla Dahlke

De acordo com uma pesquisa realizada pela antiga Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), atual Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, em 2010, quase 37 mil crianças e adolescentes estão hoje em condições de acolhimento, mais de 8 mil só na região Sul do Brasil. Uma das formas para acolher esses jovens são as Famílias Acolhedoras, que tem em relação ao acolhido as mesmas obrigações que teriam a um familiar, no que se refere a cuidados.

A Prefeitura Municipal de Pomerode, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, está estabelecendo o Serviço de Família Acolhedora na cidade. De forma colaborativa, o projeto do serviço foi moldado com a participação dos Conselhos Municipais de Assistência Social (COMAS) e dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA); Promotoria de Justiça, Poder Judiciário e demais membros da rede de atendimento a criança e ao adolescente. A lei de criação, lei nº 3.053/19, foi aprovada em agosto deste ano.

A família acolhedora tem uma missão especial para esta criança, que é ajudá-la a se desenvolver, a conhecer um contexto de relação familiar livre de violências, onde ela pode ser protegida e receber afeto. Segundo o psicólogo e também Coordenador do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora de Pomerode, Tiago Cardozo, a família acolhedora ajuda a preparar uma criança para que possa partir e levar consigo o que aprendeu. “Acolher em lares, ao invés de abrigos é mais humano, da maior dignidade a criança e adolescente e garante o direito a convivência familiar e comunitária”, afirma.

Entre os motivos para a retirada de uma criança da família e ser encaminhada para o Serviço de Acolhimento, no Brasil, os principais estão o abandono dos pais (21,8%), pais dependentes químicos ou alcoólicos (26,6%), negligência (54,9%) e violência física, sexual ou psicológica (29,7%). Por isso, a importância da família acolhedora que pode oferecer um ambiente saudável em que o jovem encontre proteção e afeto.

O Serviço de Acolhimento atende crianças de zero e dezoito anos num período de até seis meses no máximo, só em alguns casos específicos, que o jovem fica até um ano nessa Família Acolhedora.  Os acolhimentos são temporários, então quando a situação tiver um desfecho, a família acolhedora tem o papel de auxiliar na preparação da criança para o retorno ao lar, ou para adoção se for o caso.

Além da preparação da família antes do acolhimento, durante o processo, uma equipe do Serviço faz o acompanhamento psicossocial. Segundo a Secretária de Desenvolvimento Social e Habitação, Renata Klee, ter as famílias acolhedoras na própria cidade, facilita esse acompanhamento. “Até o momento, os acolhimentos têm ocorrido em abrigos que existem em municípios vizinhos. Ter essas famílias em Pomerode, além de manter essa criança dentro da sua cultura e ambiente escolar, facilita esse acompanhamento psicossocial”, explica Renata.

Os principais requisitos e mais informações para as famílias interessadas, podem ser encontradas na Lei n° 3053/2019. Todas as famílias pomerodenses que quiserem se inscrever, podem procurar a sede do Serviço, na rua XV de Novembro, n° 234, ou entrarem em contato pelo telefone (47) 3395-6300, e conversar com o Tiago.

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