Produtores de fumo são prejudicados por chuvas de granizo no Alto Vale

Dados divulgados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontam que 1.350 produtores da região do Alto Vale foram atingidos.

Arthur Hoffmann

Enquanto em alguns municípios do Alto Vale do Itajaí os produtores trabalham com o início da colheita da safra do fumo, em outras cidades, os agricultores ainda contabilizam os prejuízos por conta das chuvas de granizo que atingiram as plantações no final do mês de outubro. 

Com a chegada do verão e forte calor, o fumo entra em ponto ideal para colheita, principalmente no manuseio das estufas para a cura e secagem do tabaco. Renan Abreu, agricultor de Imbuia, trabalha há vários anos com sua família na plantação de fumo. Ao lado de sua esposa, irmão, pai e mãe, ele é um dos maiores produtores do município, são cerca de 290 mil pés plantados a partir de maio e junho, o que equivale a 20 hectares.  

O produtor explica que a colheita acontece conforme o desenvolvimento do fumo e das folhas, iniciando em novembro ou dezembro e terminando em fevereiro. “O crescimento do fumo ocorre mais rápido com o calor, como está acontecendo neste ano. É um trabalho todo manual, desde a colheita, que é feito o corte das folhas, cuidado no transporte, até a secagem, onde precisamos controlar o fogo das estufas de noite para chegar no ponto ideal do tabaco”, conta. 

A propriedade de Renan que fica em Nova Alemanha ainda não foi atingida pelo granizo neste ano, ao contrário do que ocorreu no último ano. “Estamos com uma expectativa muito boa, em 2018 também era assim, mas deu muito granizo e prejudicou a produção e a qualidade”, comenta. 

Prejuízos 

Em municípios de economia agrícola como Ituporanga, Petrolândia, Aurora e Atalanta, muitas plantações foram atingidas, deixando prejuízos e afetando diretamente a economia da região. Dados divulgados pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apontam que 1.350 produtores da região do Alto Vale foram atingidos. Eles já acionaram o seguro para receber valores sobre parte das perdas. 

“É muito triste você planejar sua safra, investir muitos dias cuidando da plantação e em alguns minutos uma chuva de granizo destruir toda a plantação e nosso trabalho. Ano passado aconteceu comigo e agora é torcer para os agricultores conseguirem se reerguer”, finalizou Renan. 

Em Petrolândia, segundo dados da Emprega de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a forte chuva de granizo atingiu 220 produtores que perderam cerca de dois mil hectares de fumo. O prejuízo é de aproximadamente R$ 12 milhões. Aurora também foi atingida e outras culturas como milho, soja e cebola também foram prejudicadas, além do fumo. Ituporanga também registrou perdas nas plantações de milho e feijão, já em Atalanta produtores de cebola e fumo sofreram perdas.  

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