Atividade física traz saúde e inclusão social para a terceira idade

Além dos benefícios para a saúde, a prática regular de atividades ajuda na inclusão social dessas pessoas

Ingrid Leonel

prática desportiva regular aumenta a qualidade de vida na terceira idade, evita os problemas cardiovasculares, prevenindo também o aparecimento de doenças pulmonares, reduz a tensão arterial, melhora a concentração, fortalece a musculatura, contribui na autoestima, no bem-estar da relação humana que é fundamental e ajuda tanto fisicamente quanto no psicológico da pessoa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “a atividade física para pessoas com mais de 65 anos, recomenda-se exercícios como locomoção, jogos e esportes em geral, além das tarefas domésticas”. 

 Atividade para estimular a mente também é fundamental. Foto: Paôla Dahlke

A professora de Educação Física e Gerente de Programas Sociais na Fundação Promotora de Eventos, Esportes e Lazer (FUNPEEL), Anete Schroeder, explica quais as vantagens do exercício físico na terceira idade. “A atividade física diminui os problemas cardiovasculares, pulmonares, a gente também tem que saber que auxilia no controle da diabetes, artrite, doenças cardíacas e fortalece a musculatura. Proporciona muitos benefícios para a vida em geral dos idosos, como por exemplo, as caminhadas, melhora o reflexo”, esclarece. 

O esporte na terceira idade, além de trazer benefícios à saúde, permite a inclusão social.  “Praticar esportes, fazer parte de algum grupo ligado a ginástica em geral, melhora com certeza a autoestima deles, isso faz muito bem porque acabam fazendo novas amizades, construindo outros vínculos até mesmo com o professor. Além disso, atividade física é excelente para criar novos hábitos na alimentação, então sempre tem coisas que eles acabam aprendendo e que vai fazer com que se tornem mais motivados”, comenta Anete.

 A inclusão em relacionar-se com outras pessoas leva bem-estar para autoestima e para o corpo. Foto: Paôla Dahlke.

Walter Kratz, há seis anos começou a pedalar, mas sentia falta de algo a mais, lhe faltava a companhia de amigos “No começo desse ano recebi um convite para participar do vôlei adaptado para as pessoas acima de sessenta anos. De início fiquei com receio pois tinha problemas na coluna e cirurgias nos dois joelhos, mas, para minha grande surpresa eu tive melhoras na saúde num todo. Também fiz grandes amigos no esporte. Fico ansioso para chegar o dia do treino e me encontrar com o grupo para conversar, rir, fazer exercícios e contar piadas antes de começar a jogar”, conta o aposentado, que aos 66 anos de idade, não se vê longe dos exercícios diários.

 Antes de participar do vôlei adaptado, Walter já saía para pedalar com sua esposa. Foto: arquivo pessoal.

apoio da família é um ponto muito importante na vida dessas pessoas para se incluírem nesse meio. “Desde o início eu tive o apoio total da minha esposa para praticar o vôlei e sempre que possível vamos juntos nos encontros do pessoal da melhor idade, para juntos nos divertirmos com outros casais, falar sobre a vida, escutar música e dançar. Enfim, passamos um dia muito alegre e voltamos muito mais felizes para casa”, diz Walter, que ao ser questionado sobre os seus direitos tem respostas na ponta da língua, “Nós da melhor idade, temos direitos a ir em eventos culturais e para nós isso é muito bom porque com esses benefícios é uma economia muito boa e também é um incentivo para irmos mais ao teatro, aos shows e outros eventos” afirma com entusiasmo. 

Mais infofrmações sobre os direitos do Idoso, você pode acessar o Estatuto do Idoso.

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