Recordista pan-americana e foco nas Olimpíadas de Tokyo

Atleta de marcha atlética, Nair da Rosa, já foi campeã pan-americana, quinta colocada no mundial de Londres, bicampeã da Copa Brasil, entre outro diversos títulos

Edemir Júnior

Atleta disciplinada, que acredita que com dedicação, determinação e fé tudo é possível. É assim que a paranaense radicada em Blumenau, Nair da Rosa, se define. Se engana quem pensa que Nair já começou com o talento pela Marcha Atlética exposto ao mundo. Na verdade, a campeã e recordista brasileira no Pan-americano de Lima, em 2017, na categoria, foi mesmo começar a ter sucesso em 2014, após treinar oito meses intensamente.

“Comecei no atletismo em novembro de 1999, com corridas de rua de 5 km a 42 km. Participava das provas de marcha atlética, mas sem muito sucesso. No entanto, em 2014, decidi me dedicar só a marcha, chegando a treinar oito meses, seguindo as técnicas da marcha além do treinos de rotinas”, conta Nair. 

A rotina da atleta é composta de dois treinos diários: um no período da manhã e outro à tarde. Todas as semanas, ela tira um dia para descansar. Mas nos finais de semana, é ainda mais pesado, conforme ela mesma conta: “atleta de alto rendimento não tem vida social. Nos finais de semana, quando não tem prova, tem os treinos mais longos que o normal. São no mínimo duas horas cada período”.

Foto: Reprodução / Facebook

As próximas competições que a atleta, agora genuinamente blumenauense, irá participar é o Troféu Brasil, no próximo final de semana, em Bragança Paulista (SP), onde serão percorridos 20 km de marcha atlética, além do JASC, que será disputado em 2019 nas cidades de Indaial, Pomerode e Timbó.

Olimpíadas de Tokyo é a meta, mas Nair quer muito mais

Faltando menos de um ano para as Olimpíadas de Tokyo, que tem início em 24 de julho de 2020, a atleta confia que estará representando o Brasil na modalidade, na competição que é o auge da carreira de um atleta. Com um currículo de dar inveja, Nair participou de provas no mundo todo.

“É possível sim, vou estar lá (em Tokyo). Eu acredito que Deus vai me dar essa oportunidade de realizar esse sonho.  Em 2017,  bati três recordes no Pan-americano. Já participei de quatro mundiais. Em Roma, por equipe, em Londres, convocada pela IAAF. 
Além da China, pelo índice obtido no Equador e novamente na China, mas por equipes”, revela a atleta.

Foto: Reprodução / Facebook

No entanto, Nair da Rosa não quer somente as Olimpíadas: quer deixar um legado. Apesar de todas as suas conquistas, a atleta ainda não conta com muito apoio, tanto da população, quanto de possíveis patrocinadores. “Com os resultados que obtive, achei que teria um maior apoio, mas não foi o que aconteceu. Para atingir os índices exigidos, preciso fazer treinamento em altitude, para ter as mesmas condições do que minhas adversárias”, alega.

Diante de todas as dificuldades, já muito conhecidas por quem é um atleta profissional no Brasil,  Nair quer, no futuro, incentivar a nova geração a ter uma vida com mais qualidade através do esporte.

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