O amor pelo rock e a luta pelo sonho

Litha, moradora de Blumenau, foi uma das classificadas para o The Voice Brasil 2019

Júlia Beatriz

Jéssica de Souza Goulart, conhecida como Litha, é natural do Rio de Janeiro e atualmente vive em Blumenau. Com o amor pela música, a jovem de 28 anos está há anos seguindo o seu sonho e conquistou seu lugar no The Voice Brasil.

A cantora iniciou sua participação no programa ao som da música “Sete Vidas”, de Pitty, fazendo Michel Teló e Iza virarem as cadeiras. Para ela, a sensação de estar no palco do The Voice é única e mesmo com experiência musical, o nervosismo toma conta na hora: “ver as cadeiras virarem pra você, mesmo com todo o nervosismo do mundo, é surreal. Eu demorei para acreditar que aquilo estava mesmo acontecendo. Tudo acontece muito rápido e muito intenso. Mas é maravilhoso”.

Acompanhe um trecho da apresentação:

Desde os quatro anos de idade cantava na igreja e convivia com familiares que tinham vínculo com a música, mas foi com os seus oito anos que esse amor realmente começou a crescer, quando ganhou seu primeiro violão. “Amor foi e é o único motivo. Sinto uma necessidade muito grande de pôr para fora esses sentimentos através do meu canto. Isso faz eu me sentir realizada. Sinto que estou fazendo algo que eu vim ao mundo para fazer mesmo”, afirma.

No Rio de Janeiro, a cantora sentia medo de sair e fazer coisas rotineiras por conta da violência. Com amigos que vivem em Blumenau e a busca de morar em um lugar mais tranquilo, principalmente por ficar na rua durante a madrugada fazendo shows, Litha decidiu mudar-se para a cidade. “Quando vim conhecer a cidade, me apaixonei. Estava em busca de uma vida mais tranquila, sair de casa sem ter medo da violência extrema que está acontecendo lá. Adoro Blumenau. Me sinto em casa aqui”, conta a cantora.

Fazendo em média oito shows por mês, Litha pretende se especializar no rock e explica que trabalhar com a música e viver disso no Brasil é um grande desafio, principalmente sendo mulher e cantando esse gênero musical: “sofri muitas críticas por ser mulher cantando rock, que é um estilo que as pessoas denominaram como um estilo masculino, por ter a voz aguda e não ser um homem cantando. Isso foi um processo de evolução que passei e que também foi difícil, mas foi determinante pra minha personalidade vocal. Além disso, o preconceito de acharem que cantora é sinônimo de mulher depravada e todos aqueles rótulos que as pessoas adoram colocar. Mas independente disso tudo, consegui ser firme e ao longo dos anos conquistei o meu espaço e pude mostrar para muitas pessoas que não é bem assim que a coisa funciona. Que temos que ter mais respeito pelo trabalho dos outros também”.Litha é apaixonada por rock
Foto: arquivo pessoal

Agora, a cantora se prepara para as batalhas, que começaram nesta terça-feira (20). Sempre com muita determinação, a jovem está correndo atrás do seu sonho e deixa um recado para os leitores que querem seguir na carreira musical também:

“Primeiramente tenha certeza do que você quer alcançar com a música. Depois, planeje tudo que você precisa fazer para atingir o seu objetivo e vá. Simplesmente vá. Estude muito e, se puder investir, melhor ainda. E o mais importante de tudo, não fuja das experiências diferentes. Aquelas experiências que não são dentro do seu estilo. São elas que mais contribuem com o teu crescimento no final”.Cantora no The Voice Brasil 2019
Foto: arquivo pessoal

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