Comércio catarinense celebra alta nas vendas da páscoa, em relação a 2018

No estado, alta foi de 4,7% nas vendas. Em Blumenau, dados ainda não foram divulgados

Edemir Júnior

Passados três dias desde o fim da semana santa, como é considerada a semana que antecede a páscoa, na tradição cristã, o balanço do comércio blumenauense foi considerado bom. Desde as vendas de chocolates até de peixes, o resultado foi positivo, de acordo com Emílio Schramm, presidente do Sindilojas. Sem revelar dados, Schramm foi taxativo: “as vendas foram dentro da expectativas, igual ao ano passado. Houve um pequeno acréscimo nas vendas de chocolate”. 

Evandro Freygang, proprietário de uma peixaria na rua Alberto Stein, em frente ao parque Ramiro Ruediger, confirma o que Emílio Schramm disse. “Conseguimos atingir as metas esperadas. Estávamos com uma variedade muito grande de pescados, tanto de água salgada quanto de água doce. Uma série de camarões frescos, com casca, sem casca, enfim. Tínhamos de tudo. Atingimos a meta, vendemos até mesmo um pouco acima do esperado. O povo ainda segue a tradição cristã, de comer peixe na semana santa. Estamos muito felizes de ter vendido toda essa quantidade de pescados na semana santa”, explica Evandro. 

Comércio comemora alta de 4,7% nas vendas de SC

Se em Blumenau, os dados concretos ainda não foram divulgados, a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) lançou os dados referentes a semana da páscoa, no estado em geral.

O levantamento apontou que a alta foi de 4,7% no comparativo com a mesma data do ano passado. Outro dado positivo foi o tíquete-médio, que representa o movimento lojista no estado, ficando em R$ 154,28. O número real ficou um pouco abaixo do que era o esperado, segundo pesquisa prévia feita pela Fecomércio. Na sondagem, feita há cerca de um mês, os catarinenses iriam gastar R$157,44.

Para Ivan Tauffer, presidente da FCDL/SC, os bons números representam a volta do consumidor às compras. “Após um período de retração, causada pelo aguardo por definições do cenário econômico nacional, o catarinense retornou ao comércio, ao consumo e a apostar na economia do estado”, afirma Ivan.

As vendas foram semelhantes ou tiveram ampliação, na percepção de 70,54% dos empresários. Esses dados, somados à decisão por postergar os pagamentos (31,78% das vendas foram no crediário e 54,26% no cartão de crédito), reforçam a avaliação de Tauffer, de que o consumidor começa a perceber estabilidade econômica. “O catarinense está mais otimista, seja com a percepção de estabilidade político-econômica, seja com a expectativa de disponibilidade de renda. É a mesma sensação que já estávamos percebendo nos últimos levantamentos”, acrescenta. O levantamento foi realizado junto a associados da FCDL/SC nas 20 cidades catarinenses com maior potencial de consumo.

Foto: Divulgação Sérgio Carvalho/Folhapress

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