Consumo de peixes cresce consideravelmente na Semana Santa

Nutricionista alerta para a frequência que as pessoas ingerem peixes

Edemir Júnior

Todos os anos, na Semana Santa, o alimento mais lembrado pelas pessoas são os peixes e frutos do mar. Para a tradição cristã, o gesto de não comer carne vermelha representa uma atitude simbólica, em referência aos 40 dias que Jesus passou no deserto. Com todo esse costume que cerca os brasileiros, a venda nas peixarias aumenta consideravelmente na semana que antecede a páscoa. 

“Existe um aumento significativo na procura de pescados nessa época do ano. A gente estima uma venda em torno de 12 toneladas de pescados para essa semana. Como a casa do peixe é uma empresa tradicional na cidade, nós somos muito procurados. Trabalhamos com peixe fresco, são peixes capturados em nosso litoral e vendidos na semana santa. O movimento é bom o ano inteiro, mas na semana santa aumenta consideravelmente” afirma Evandro Freygang, proprietário de uma peixaria na rua Alberto Stein, em frente ao parque Ramiro Ruediger. 

Ingerir peixe duas vezes por semana é essencial, afirma nutricionista

Foto: Jony Vieira

Que comer peixes é saudável, todo mundo sabe. No entanto, muita gente acaba esquecendo de colocar os pescados na dieta do dia a dia. “A semana Santa é uma ótima oportunidade para repensarmos o consumo de peixes na nossa alimentação diária. De acordo com a American Heart Association, o consumo de 100 gramas (um filé médio) de peixe, duas vezes na semana, é suficiente para que a pessoa possa usufruir de todos os benefícios da ingestão desta proteína. Porém, deve-se prestar atenção na forma como esse peixe é preparado, preferindo sempre os assados e grelhados aos fritos”, enfatiza a nutricionista Sheila Moyses.

Com relação aos benefícios dos peixes, Sheila salienta que os peixes são ótimas fontes de proteínas, ômega 3, Vitamina D e do complexo B, ferro, cálcio e selênio. “O consumo regular de ômega 3 está associado a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes do tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e também doenças degenerativas”, conclui a nutricionista.

Sushi tem sido outra alternativa às carnes vermelhas

O consumo de Sushi pelos brasileiros tem levado o faturamento dos restaurantes lá em cima. De acordo com pesquisa realizada pela Francal Feiras, a estimativa é que a comida asiática movimente cerca de R$ 19 bilhões anuais no Brasil. 

Foto: Reprodução/ Haru Sushi

Na Semana Santa, não é diferente. Muita gente tem optado por comer sushi e a Nutricionista Sheila Moyses alerta para os cuidados com o alimento: “comer de forma equilibrada é sempre benéfico e serve para todas as preparações. Observar a procedência e a forma de preparo do sushi e evitar consumir com uma quantidade muito grande de shoyu (molho à base de soja) devido ao alto teor de sódio. O arroz desta preparação contém muito açúcar e para pessoas em dietas especiais a restrição de sal e/ou açúcar é recomendada. Por isso procure sempre a orientação de uma nutricionista para te auxiliar nas melhores escolhas”.

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