Conheça a história da karateca blumeauense Camily da Costa, integrante da Seleção Brasileira

Jovem prodígio blumenauense já disputou seis campeonatos internacionais

Edemir Júnior

Pouco falado, mas de grandes conquistas, o Karate blumenauense vem alcançando grande sucesso nos últimos anos. Uma atleta em especial tem conseguido se destacar bastante: Camily Teixeira da Costa, de 16 anos. Blumenauense, a Karateca é atleta da seleção brasileira da categoria e já participou de grandes campeonatos estaduais, nacionais e, principalmente, internacionais.

No estado, Camily é unanimidade. Foi campeã dos joguinhos na categoria Kumite, do ranking de Kumite e tricampeã da Olesc, também na categoria Kumite. Em competições nacionais, já ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de Kumite. Mas é em nível internacional que a Karateca conseguiu grandes resultados: Em seis campeonatos, são duas Medalhas de bronze no sul-americano da modalidade Kumite; medalha de bronze no Pan-americano kumite e medalha de bronze no sul-americano Kata em equipe, outra modalidade do Karate.

Diante de tantas conquistas, selecionamos nove perguntas para Camily responder. Confira:

TAL: Como que iniciou esse seu amor pelo Karatê?

Camily: Quando eu tinha seis anos, comecei a fazer aulas na minha escola mesmo e fui me apaixonando por esse esporte, gostando das práticas e fazendo grandes amizades. Esses foram alguns motivos por eu estar fazendo esse esporte até hoje.

TAL: Quando você viu que era realmente diferenciada (acima da média)?

Camily: Quando eu fiquei em terceiro, no meu primeiro Pan-americano, percebi que tinha um talento para esse esporte e realmente era boa, se é que podemos assim dizer. Eu treinava bastante, tudo e tava começando a dar resultado nessa época. Ganhei de meninas bastante experientes, dos Estados Unidos e do Chile, que todos falavam que elas eram muito boas, e eu consegui ganhar com facilidade.

TAL: Como é conciliar os estudos com o esporte?

Camily: É complicado, pois eu viajo bastante e, geralmente, as viagens coincidem. Então, eu mal chego aqui em Blumenau e já tenho que viajar de novo. Perco muitas provas, principalmente agora no Ensino Médio, mas já estou acostumada com essa realidade de ter que pegar matéria com os outros e estudar bastante. Até então, deu certo pra mim. Tenho tirado notas boas e sempre priorizando a educação, mas nunca deixando de treinar.

TAL: Quando você foi convocada pela primeira vez para a seleção brasileira, qual foi a sua reação? E a da sua família?

Camily: Foi um susto, posso assim dizer. Fui para a primeira seletiva, não achando que ia ganhar, principalmente porque a luta, na época, não era o meu forte. Eu gostava mais do Kata, que é a luta imaginária. Tanto que até meus pais ficaram surpresos por eu ter classificado. Minha família ficou muito orgulhosa e desde então, foi só alegria.

TAL: Como é representar o seu país por meio do Karatê?

Camily: É um orgulho para mim poder representar meu país por meio do Karatê, principalmente porque desde pequena eu sempre via grandes competições, como a Copa do Mundo de futebol, via o Neymar, e sempre pensava: “Nossa, deve ser  muito difícil chegar nesse nível de competição de alto rendimento”. Agora vejo que também faço parte da seleção brasileira, representando o meu país. É um orgulho muito grande para mim.

TAL: Você é muito jovem, mas já participou de diversas competições, inclusive fora do país. Como foram/são essas experiências?

Camily: As minhas viagens para fora do país me trouxeram muita experiência, principalmente na luta. No começo, eu era aquela menina assustada, indo pela primeira vez para um país diferente, lutando contra pessoas diferentes. Antes eram somente campeonatos estaduais e, às vezes, brasileiros. Então, veio aquele baque. Agora, vejo que essas experiências fizeram ser o que eu sou hoje. Ter essa autonomia, disciplina, essa independência. No começo, minha mãe sempre ia junto, mas como foi ficando caro e não tínhamos dinheiro para bancar as duas, comecei a ir sozinha mesmo. Então, comecei a aprender a me virar nos países, óbvio que com a ajuda da equipe do Brasil. Também fiz muitas amizades e comecei a confiar mais em mim mesma e perceber que se eu tiver autoconfiança, consigo ter melhores resultados e um futuro muito bom no Karatê.

TAL: Karatê agora é oficialmente um esporte olímpico. É possível você disputar a próxima olimpíada ou quem sabe em 2024?

Camily: A próxima Olimpíada não é possível eu participar, pois na modalidade tem que ter mais de 18 anos e eu ainda não vou ter idade para participar. Mas em 2024, se o Karatê continuar sendo um esporte Olímpico, eu vou continuar treinando muito em busca deste objetivo e conseguir participar da Olimpíada em 2024, em Paris.

TAL: Até onde você quer chegar? 

Camily: Meu sonho, desde que entrei no Karatê, foi conseguir a medalha de ouro no mundial. Agora que o Karatê virou Olímpico, também é meu sonho conseguir uma medalha Olímpica, que é o meu objetivo final no Karatê.

TAL: Para fechar, qual é a sensação de saber que és uma das melhores da América no Karatê?

Camily: É muito boa, principalmente pelo esforço que eu tive durante esses dez anos de treinamento e agora saber que eu sou uma das melhores da américa já é uma alegria muito grande, mas também é como um combustível para eu querer chegar mais longe ainda. No entanto, já é uma conquista muito grande ser uma das melhores da América, devido a todo o esforço que eu fiz nesse esporte.

Foto: Divulgação Camily Teixeira da Costa

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